As Famílias Portuguesas Estão a Ficar Mais Ricas? Novos Dados Revelam uma Tendência Importante
As famílias portuguesas continuam a reforçar a sua capacidade de poupança.
De acordo com os dados mais recentes divulgados pelo Banco de Portugal, o montante total aplicado pelas famílias em Certificados de Aforro atingiu quase 42,4 mil milhões de euros no final de maio de 2026, estabelecendo um novo máximo histórico e registando o 20.º mês consecutivo de crescimento.
Só no mês de maio, as novas subscrições ultrapassaram os 750 milhões de euros, o valor mensal mais elevado dos últimos três anos, refletindo o crescente interesse das famílias por soluções de poupança e investimento de longo prazo.
Subida das taxas de juro impulsiona a procura por Certificados de Aforro
Segundo analistas, o renovado interesse pelos Certificados de Aforro resulta, em grande medida, da recente subida das taxas de juro de mercado.
Num contexto marcado pela volatilidade dos preços da energia e pelas tensões geopolíticas no Médio Oriente, os mercados reavaliaram as expectativas relativamente à política monetária do Banco Central Europeu (BCE). Como consequência, a taxa Euribor a três meses voltou a subir, aumentando a remuneração dos Certificados de Aforro.
Em maio, a taxa de remuneração das novas subscrições aproximou-se dos 2,2%, o nível mais elevado desde maio de 2025. Em junho, a remuneração voltou a aumentar, reforçando ainda mais a atratividade deste instrumento de poupança.
Paralelamente, o Governo português anunciou, em abril, o aumento dos limites máximos de subscrição. O limite individual da Série F passou de 100 mil euros para 250 mil euros, enquanto o limite acumulado das Séries E e F aumentou de 350 mil euros para 500 mil euros, proporcionando às famílias uma maior capacidade de aplicação e contribuindo para o reforço da procura.
Banco de Portugal: Taxa de poupança poderá manter-se estruturalmente elevada
Esta evolução está em linha com as conclusões do mais recente Boletim Económico do Banco de Portugal.
A instituição considera que fatores como o envelhecimento da população, os elevados preços da habitação e a crescente incerteza económica internacional têm levado as famílias portuguesas a atribuir maior importância à acumulação de património e à gestão prudente das suas finanças.
Neste contexto, o Banco de Portugal antecipa que a taxa de poupança das famílias deverá manter-se, nos próximos anos, acima da média histórica.
O relatório sublinha ainda que, apesar das pressões inflacionistas e dos desafios económicos externos, as famílias portuguesas continuam a demonstrar uma assinalável resiliência financeira. Um nível de poupança mais elevado contribui não só para reforçar a capacidade das famílias enfrentarem períodos de maior incerteza, como também para a estabilidade do sistema financeiro nacional.
Famílias financeiramente mais sólidas reforçam a resiliência da economia
Os analistas consideram que o crescimento contínuo da poupança reflete a solidez dos balanços das famílias, a abundante liquidez existente no sistema financeiro e uma crescente preocupação com o planeamento financeiro de longo prazo.
Para os investidores, uma base sólida de poupança das famílias, aliada à melhoria contínua das contas públicas e à estabilidade da economia portuguesa, continua a ser um dos fatores que reforçam a atratividade de Portugal como destino de investimento internacional.
Link original:
https://eco.sapo.pt/2026/06/19/certificados-de-aforro-aceleram-ao-ritmo-mais-alto-em-tres-anos/
Para mais informações, consulte: https://adlinvestment.com/pt-pt/about/