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Porque é que o mercado imobiliário português continua a aquecer? A chegada de talento internacional está a tornar-se um novo motor de crescimento

  • Porque é que o mercado imobiliário português continua a aquecer? A chegada de talento internacional está a tornar-se um novo motor de crescimento

Durante muitos anos, Portugal foi um dos destinos turísticos mais populares da Europa, com o turismo a desempenhar um papel fundamental na economia nacional. No entanto, à medida que a mobilidade global e a forma como o capital internacional é alocado continuam a evoluir, o foco da atratividade internacional do país está gradualmente a mudar.

Cada vez mais analistas defendem que Portugal já não atrai apenas turistas, mas também profissionais internacionais, empresários e famílias que procuram um lugar para viver, trabalhar, investir e construir o seu futuro.

Esta tendência também se reflete na evolução do mercado imobiliário. Nos últimos anos, a procura por habitação em Lisboa, Cascais, Porto e Algarve tem continuado a crescer, impulsionada não apenas pelo turismo, mas também pelo aumento do número de residentes estrangeiros, profissionais em regime de trabalho remoto, indivíduos com elevado património e investidores de longo prazo.

De acordo com o mais recente estudo do Julius Baer, os indivíduos com elevado património valorizam cada vez mais fatores como a estabilidade política, a segurança, a qualidade das instituições, os sistemas de saúde e educação, bem como a qualidade de vida, quando escolhem onde viver e como distribuir os seus ativos globais, deixando de olhar apenas para o retorno financeiro ou para as vantagens fiscais.

Neste contexto, Portugal consolidou-se naturalmente como um destino altamente competitivo. Enquanto membro da União Europeia e da Zona Euro, o país oferece estabilidade institucional, um ambiente seguro, um clima agradável e uma elevada qualidade de vida, tornando-se uma escolha cada vez mais atrativa para famílias e profissionais internacionais. Para quem pode trabalhar remotamente, gerir empresas em diferentes mercados ou diversificar património a nível internacional, Portugal está a assumir um papel cada vez mais relevante no planeamento de longo prazo.

Segundo vários analistas, esta mudança está também a transformar a dinâmica do mercado imobiliário português. Uma parte crescente da procura por habitação provém de famílias internacionais que pretendem estabelecer residência permanente, garantir melhores oportunidades de educação para os filhos, preparar a reforma ou criar uma base de vida na Europa, em vez de adquirir imóveis apenas com fins de investimento.

Ao mesmo tempo, Portugal enfrenta novos desafios. À medida que o número de residentes internacionais continua a aumentar, a oferta de habitação não tem conseguido acompanhar o ritmo da procura. Os especialistas do setor consideram que, para assegurar um desenvolvimento sustentável do mercado a longo prazo, será necessário aumentar a oferta habitacional, agilizar os processos de licenciamento, acelerar a reabilitação urbana e continuar a investir em infraestruturas capazes de responder a uma procura cada vez mais diversificada.

Os analistas salientam ainda que, numa era de crescente mobilidade internacional de talento e capital, a competição entre países já não se limita à captação de empresas e investimento. Cada vez mais, passa por atrair pessoas que procuram construir uma vida e estabelecer-se a longo prazo. Portugal conquistou uma posição competitiva relevante neste contexto, mas encontrar o equilíbrio entre a sua atratividade internacional e as necessidades habitacionais da população residente continuará a ser um dos principais desafios para o futuro do mercado imobiliário e do desenvolvimento urbano do país.

Link original: https://www.theportugalnews.com/news/2026-08-02/portugal-no-longer-competes-only-for-tourists/1064362

Para mais informações, consulte: https://adlinvestment.com/pt-pt/about/

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