Novo Relatório: Portugal Entra no Top 6 Mundial do Nearshoring e a Sua Vantagem Competitiva Evolui do "Baixo Custo" para o "Alto Valor"
A consultora imobiliária internacional Savills publicou recentemente o Nearshoring Index 2026, no qual Portugal ocupa o 6.º lugar entre 54 países a nível mundial e integra o Top 3 da Europa, reforçando a sua posição como um dos destinos mais atrativos para empresas internacionais que procuram instalar novas unidades de produção e reorganizar as suas cadeias de abastecimento.
Segundo o relatório, num contexto marcado pela reconfiguração das cadeias globais de abastecimento, pelo aumento dos riscos geopolíticos e pela instabilidade do comércio internacional, as empresas deixaram de escolher os destinos de investimento apenas com base nos custos de produção. Atualmente, fatores como a estabilidade das cadeias de abastecimento, o ambiente de negócios, as infraestruturas e a sustentabilidade do crescimento a longo prazo assumem um papel cada vez mais relevante.
Os critérios de localização das empresas estão a mudar
Durante muitos anos, Portugal atraiu empresas industriais e exportadoras graças aos seus custos laborais competitivos, à localização estratégica e à forte integração no mercado europeu.
No entanto, o estudo conclui que, à medida que as cadeias de abastecimento globais entram numa nova fase de reorganização, cresce a aposta no nearshoring — a transferência da produção e das operações para países mais próximos dos principais mercados consumidores, reduzindo riscos e aumentando a eficiência operacional.
Neste contexto, Portugal afirma-se cada vez mais através de novas vantagens competitivas, como a estabilidade política, um quadro jurídico sólido, infraestruturas modernas e uma força de trabalho altamente qualificada.
Energia, tecnologia e centros de dados lideram as oportunidades de investimento
O relatório identifica as energias renováveis, os centros de dados, as infraestruturas de telecomunicações, a inteligência artificial, a logística e a indústria transformadora de elevado valor acrescentado como alguns dos setores com maior potencial de crescimento nos próximos anos.
Estas atividades exigem uma oferta energética fiável, infraestruturas digitais avançadas e uma forte conectividade internacional, fatores que estão alinhados com os investimentos que Portugal tem vindo a realizar na transição energética, na economia digital e em grandes projetos de infraestruturas.
Os analistas consideram que, à medida que mais empresas internacionais procuram construir cadeias de abastecimento mais resilientes na Europa, Portugal encontra-se bem posicionado para beneficiar desta tendência global de nearshoring.
A crescente atratividade do investimento traz também novos desafios
O relatório salienta, contudo, que o aumento da visibilidade internacional de Portugal implicará igualmente uma concorrência mais intensa na captação de investimento.
Segundo o mercado, para continuar a atrair investimento de elevada qualidade, será necessário manter um ambiente de negócios estável, reforçar a disponibilidade de solo industrial, acelerar os processos de licenciamento, expandir as infraestruturas energéticas e continuar a formar talento capaz de responder às necessidades das novas indústrias.
Os analistas sublinham ainda que esta classificação demonstra uma mudança na forma como Portugal é visto pelos investidores internacionais. Se, no passado, o país competia sobretudo pelo fator custo, hoje destaca-se cada vez mais pela qualidade dos seus recursos humanos, pela aposta na energia verde, pelas infraestruturas modernas, pela forte integração no mercado europeu e por um ambiente de investimento estável — fatores que estão a tornar-se decisivos para a atração de investimento internacional de longo prazo.
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Para mais informações, consulte: https://adlinvestment.com/pt-pt/about/